segunda-feira, 6 de julho de 2015

Do primeiro artigo do “Credo” - Parte I: creio em Deus Padre, todo poderoso



 “Assim podeis comportar-vos de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em boas obras e crescendo no conhecimento de Deus, confortados pelo poder de sua glória para tudo suportar com paciência, firmeza e alegria. Agradecei a Deus Pai que vos tornou capazes de participar da herança dos santos na luz. Ele nos livrou do poder das trevas e nos transportou ao reino de seu Filho amado, no qual temos a libertação: o perdão dos pecados”.

Epístola aos Colossences 1, 9-14



O primeiro artigo do credo trata de Deus Pai e da Criação. Vamos dividir esse estudo em duas partes: nesta falaremos de Deus Pai e na próxima de sua Criação.

§1º - De Deus Padre e da Criação


22) Que nos ensina o primeiro artigo do Credo: creio em Deus Padre, todo poderoso, Criador do céu e da terra?
O primeiro artigo do Credo ensina-nos que há um só Deus, o qual é todo poderoso, e criou o céu e a terra e todas as coisas que no céu e na terra se contém, isto é, todo o universo.

23) Como sabemos nós que há Deus?
Sabemos que há Deus, porque a nossa razão no-lo demonstra, e a fé no-lo confirma.


“Estas palavras querem dizer: Creio com toda a certeza e sem nenhuma hesitação confesso a Deus Padre, a primeira Pessoa da Santíssima Trindade, que pela virtude de Sua onipotência criou do nada o próprio céu, a terra, e tudo que se contém em suas dimensões; que sustenta e governa todas as coisas criadas. E não só de coração o creio, e de boca o confesso, mas com o maior afeto e filial piedade a Ele me entrego, por ser o bem sumo e perfeito.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. II, §1)


“Neste lugar, a palavra “Creio” não tem a significação de “pensar”, “julgar”, “dar opinião”. Conforme a doutrina da Sagrada Escritura, significa uma adesão absolutamente certa, pela qual a inteligência aceita, com firmeza e constância, os mistérios que Deus lhe manifesta. Para se compreender melhor este ponto, [basta dizer] que só crê propriamente quem está certo de alguma verdade, sem a menor hesitação.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. II, §2)

“Estas palavras “em Deus” nos mostram a dignidade e excelência da sabedoria cristã, pela qual podemos reconhecer o quanto devemos à bondade divina por nos levar, sem demora de raciocínio, a conhecer pelos degraus da fé o ser mais sublime e desejável.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. II, §5)

“Das explicações dadas, segue-se também a obrigação de confessarmos que há um só Deus, e não vários deuses. A razão é óbvia. A Deus atribuímos suma bondade e perfeição. Ora, em vários seres não pode haver perfeição em grau sumo e absoluto. Se a um deles falta alguma coisa para ser sumamente perfeito, por isso mesmo é imperfeito, e não lhe compete a natureza divina.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. II, §7)


Pela razão é possível conhecer a existência de Deus, através da observação das coisas criadas. Vejamos como Santo Tomás de Aquino resolve essa questão:

“Vemos, com efeito, que todas as coisas que se movem são movidas por outras: as inferiores pelas superiores, como os elementos o são pelos corpos celestes; vemos que as coisas inferiores agem impulsionadas pelas superiores. É impossível que nesta comunicação de movimentos, o processo prolongue-se até o infinito, porque toda coisa que é movida por outra é como um instrumento do primeiro motor da série. Ora, se não houver um primeiro motor, todas as coisas movidas nada mais são que instrumentos. Por conseguinte, se houver um processo que leve ao infinito a série das coisas que movem sucessivamente umas às outras, nele não pode existir um primeiro motor. Consequentemente, todas as coisas, as que movem e as movidas, seriam instrumentos.

É ridículo, porém, até para os menos instruídos, imaginar instrumentos que não sejam movidos por um agente principal. Seria como pensar em construir arcas ou leitos só com serras e machados, mas sem o carpinteiro que os fizesse. Por isso, é necessário que exista um primeiro motor, supremo na sucessão do movimento das coisas que se movem umas às outras. A este primeiro motor, chamamos Deus.” (Compêndio de Teologia, Parte I, Cap. III)


24) Porque se dá a Deus o nome de Pai?

24) Por que se dá a Deus o nome de Pai?
Dá-se a Deus o nome de Pai:

1) porque é Pai, por natureza, da segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, do Filho por Ele gerado;
2) porque Deus é Pai de todos os homens, que Ele criou, conserva e governa;
3) porque, finalmente, é Pai, pela graça, de todos os cristãos, os quais por isso se chamam filhos adotivos de Deus.

25) Por que o Padre é a primeira Pessoa da Santíssima Trindade?
O Padre é a primeira Pessoa da Santíssima Trindade, porque não procede de
outra Pessoa, mas é o princípio das outras duas Pessoas, isto é, do Filho e do Espírito Santo.


“No Símbolo, vem a seguir a palavra "Padre". Ora, dá-se a Deus o nome de “Pai” sob vários pontos de vista. É preciso, pois, explicar primeiro o sentido, que lhe cabe neste lugar.

Não obstante as trevas do paganismo, chegaram alguns homens a reconhecer, sem a luz da fé, que Deus é uma substância eterna, da qual tiveram origem todas as coisas, e cuja Providência tudo governa, e tudo conserva em sua ordem e posição.

Assim como chamamos de pai a quem funda uma família e a dirige com critério e autoridade, assim também quiseram eles, por analogia, chamar de Pai a Deus, a quem reconheciam como Criador e Governador de todas as coisas.

A Sagrada Escritura emprega o termo também no mesmo sentido. Falando de Deus, declara que Lhe devemos atribuir a criação, o domínio e a admirável provisão de todas os coisas. Numa passagem lemos: Não é Ele teu Pai, que te adquiriu, que te fez e tirou do nada? (Dt 32,6). E noutra: “Porventura, não é um só o Pai de todos nós? Não foi o mesmo Deus que nos criou?” (Ml 2,10).” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. II, §9)

“Com maior insistência, e num sentido todo particular. Deus é chamado Pai dos cristãos, principalmente nos Livros do Novo Testamento. Os cristãos não receberam o espírito de servidão, para estarem novamente com temor, mas o espírito da filiação adotiva, o qual nos faz exclamar: Abba, Pai! (Rm 8,15) – Tão grande é “o amor do Pai para conosco que somos chamados e de fato somos filhos de Deus” (IJo 3,1) – Se, porém somos filhos, somos também herdeiros, sim, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo" (Rm 8,17), que é o Primogênito entre muitos irmãos (Rm 8,29), e não se vexa de nos chamar irmãos. (Hb 2,11).

Considerando, pois, que o fato comum da Criação e da Providência, quer a grande realidade da adoção sobrenatural, têm os cristãos toda a razão de professarem sua fé em Deus Padre.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. II, §9)

“AIém destas noções assim formuladas, o pároco explicará aos fiéis que, ao ouvirem o nome de Pai [aplicado a Deus], devem elevar o espírito para a contemplação de mistérios mais sublimes.

Pelo nome de Pai, a Revelação nos permite entrever aos poucos o que se acho profundamente oculto e encerrado naquela luz inacessível onde Deus habita (ITm 6,16), mistérios que a perspicácia do espírito humano não podia certamente atingir, nem tampouco suspeitar.

O termo indica que, na unidade da natureza divina, não devemos crer na existência de uma só Pessoa, mas de várias Pessoas realmente distintas.

São três as Pessoas que existem numa só divindade: O Padre, que por ninguém foi gerado; o Filho, que gerado foi pelo Padre, antes de todos os séculos; o Espírito Santo, que também desde toda a eternidade procede do Padre e do Filho. Na unidade da natureza divina, o Padre é a Primeira Pessoa, e com seu Filho Unigênito e o Espírito Santo é um só Deus e um só Senhor, não na singularidade de uma só Pessoa, mas na trindade de uma só natureza.

Não é lícito supor, nas três Pessoas, qualquer diferença ou desigualdade. Por conseguinte, só devemos considerá-las distintas em suas respectivas propriedades: O Padre não é gerado; o Filho é gerado pelo Padre; o Espírito Santo procede do Padre e do Filho.

Desta maneira, confessamos ser a mesma essência e a substância das três Pessoas; e na confissão da verdadeira e sempre eterna divindade cremos que é preciso adorar, pia e santamente, não só a distinção nas Pessoas, mas também a unidade na essência, e a igualdade na Trindade.

Quando, pois, dizemos ser o Padre a primeira Pessoa, não é para entender como se na Trindade supuséssemos a ideia de anterior ou posterior, de maior ou menor. Tanta impiedade não deve infiltrar-se nos ânimos dos fiéis, pois que a religião cristã apregoa, com relação às três Pessoas, a mesma eternidade, a mesma glória, e a mesma majestade.

Com certeza, e sem a menor dúvida, afirmamos ser o Padre a Primeira Pessoa, porque é um princípio sem princípio. E como se não distingue das outras Pessoas senão pela propriedade de Pai, é a Ela somente que se atribui, principalmente, a eterna geração do Filho. Mas, para inculcar que a Primeira Pessoa foi sempre Deus e sempre Pai ao mesmo tempo, é que no Símbolo enunciamos juntos os nomes de Deus e Padre.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. II, §10)

Continuando no Catecismo de São Pio X:


26) Que quer dizer a palavra todo-poderoso?
A palavra todo-poderoso quer dizer que Deus pode fazer tudo o que quer.

27) Deus não pode pecar nem morrer; como é então que se diz que Ele pode fazer tudo?
Diz-se que Deus pode fazer tudo, embora não possa pecar nem morrer, porque o poder pecar ou morrer não é efeito de potência mas de fraqueza, a qual não pode existir em Deus, que é perfeitíssimo.


“A Sagrada Escritura emprega muitas expressões para indicar o sumo poder e a imensa majestade de Deus. Mostra-nos assim com quanto respeito devemos venerar Seu Nome santíssimo.

Entretanto, o pároco ensinará, em primeiro lugar, que a Deus se atribui com maior freqüência o nome de Onipotente. Deus declara de Si mesmo: Eu sou o Senhor Todo-Poderoso (Gn 17,1) – Quando enviara os filhos a José, Jacob rezou por eles: Meu Deus, o Todo-Poderoso, vo-lo torne propício!” (Gn 43,14) – No Apocalipse também está escrito: O Senhor Deus, que é, e que era, e que há de vir: o Todo-Poderoso (Ap 1,8) – Noutra passagem fala do grande dia de Deus Todo-Poderoso (Ap 16,14).

Algumas vezes, enuncia-se o mesmo atributo por meio de paráfrases, como acontece nas seguintes passagens: A Deus, nada é impossível (Lc 1,37) – Porventura, a mão do Senhor já não terá força? (Nm 11,23) – Em Vossa mão está usar de poder, quando quiserdes" (Sb 12,18) – E outras mais, do mesmo sentido, que se resumem indubitavelmente nesta única palavra: o Todo-Poderoso.

Este conceito nos dá a entender que nada existe, nada se pode pensar ou imaginar que Deus não tenha a virtude de realizar. Pode, portanto, não só operar prodígios que, por maiores que sejam, não excedem de maneira absoluta o âmbito de nossas ideias, como por exemplo fazer voltar ao nada todas as coisas, ou num ápice tirar do nada outros mundos; mas pode também fazer coisas muito maiores, que a inteligência humana não chega sequer a suspeitar.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. II, §11)

“Apesar de poder tudo, Deus não pode todavia mentir, nem enganar, nem ser enganado, nem pecar, nem perecer, nem tampouco ignorar alguma coisa. São deficiências que só podem ocorrer numa natureza, cuja operação é imperfeita.  Ora, operando sempre de maneira perfeitíssima, Deus não é capaz de tais coisas. O poder fazê-las é sinal de fraqueza, e não se coaduna com o domínio sumo e ilimitado que Deus exerce sobre todas as coisas.

Cremos, portanto, que Deus é Todo-Poderoso, mas dessa crença arredamos para longe tudo o que se não refira, nem condiga com a perfeição da natureza divina.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. II, §12)


“Se neste Artigo dizemos que o Pai é Todo-Poderoso, ninguém caia no erro de pensar que só a Ele atribuímos esse predicado, de sorte que não seja também comum ao Filho e ao Espírito Santo. Como afirmamos que o Pai é Deus, que o Filho é Deus, e que o Espírito Santo é Deus, sem por isso reconhecer três deuses, mas a um só Deus; assim também dizemos que o Pai é todo-poderoso, que o Filho é todo-poderoso, que o Espírito Santo é todo-poderoso, sem contudo asseverarmos que haja três onipotentes, mas um só Onipotente.

Isto não obstante, damos ao Pai esse atributo, pela especial razão de ser Ele a fonte de tudo quanto existe. Da mesma maneira, atribuímos a sabedoria ao Filho, que é o Verbo eterno do Pai; e a bondade ao Espírito Santo, que é o amor de ambos. No entanto, pela regra católica de fé, estes e outros atributos devem ser enunciados em comum, com relação às três Pessoas divinas.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. II, §14)


Terminamos a primeira parte deste artigo. Vimos em que sentido dizemos “creio”, a existência de Deus com tudo que lhe é próprio, que Ele é Pai e seu primeiro atributo: Todo Poderoso. Na próxima vez, falaremos de Sua Criação (“criador do céu e da terra”).

sábado, 27 de junho de 2015

Do “Credo” em geral



 “A fé é o fundamento do que se espera e a convicção das realidades que não se vêem. Foi a fé que fez a glória dos antigos. Pela fé sabemos que o universo foi criado pela palavra de Deus, de sorte que do invisível teve origem o visível. Pela fé Abel ofereceu a Deus sacrifício melhor do que Caim e por ela foi declarado justo, tendo Deus aprovado as suas oferendas, e é pela fé que depois de morto Abel continua a falar”.

Epístola aos hebreus 4, 1-4


Nosso estudo hoje será breve. Falaremos da primeira parte da doutrina cristã: o Credo (ou Símbolo dos Apóstolos). Falaremos do que ele é, o que traz consigo. Tudo muito geral. Porque depois disso, estudaremos artigo por artigo dele e é bastante extenso cada um. Imagino que quase todos serão necessários dois posts.

Então vamos lá.


15) Qual é a primeira parte da Doutrina Cristã?
A primeira parte da Doutrina Cristã é o Símbolo dos Apóstolos, chamado vulgarmente Credo.

16) Por que chamamos ao Credo Símbolo dos Apóstolos?
O Credo chama-se Símbolo dos Apóstolos, porque é um compêndio das verdades da Fé, ensinadas pelos Apóstolos.


O catecismo Romano diz

“Os cristãos devem saber, em primeiro lugar, as verdades que os santos Apóstolos, guias mestres da fé, inspirados pelo Espírito de Deus, distribuíram nos doze Artigos do Símbolo.

Tendo recebido do Senhor a ordem de irem como Seus embaixadores (IICor 5,20), pelo mundo inteiro, a pregar o Evangelho a toda criatura (Mc 16,15), os Apóstolos acharam que se devia compor uma fórmula de fé cristã. Serviria esta para que todos tivessem a mesma crença e a mesma linguagem, e não houvesse separações entre os que foram chamados: à unidade da mesma fé, mas fossem todos “perfeitamente conformes no mesmo modo de pensar e de sentir”(ICor 1,10)” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. I, §2)

“A esta profissão de fé e esperança cristã, que acabavam de redigir, os Apóstolos chamaram-lhe “Símbolo”, ou porque se forma das várias proposições que cada um deles apresentou (*), ou porque devia servir de senha para identificar os desertores, os irmãos falsos e intrusos (Gl 2,4) que adulteravam o Evangelho (IICor 2,17), e assim distingui-los daqueles que verdadeiramente tomavam um santo compromisso na milícia de Cristo.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. I, §3)
 
(*) A Tradição afirma que antes de se espalharem pelo mundo pregando o Evangelho os Apóstolos comporam o Credo, cada um com uma fórmula (são doze artigos no credo).


Por isso que o Credo é também chamado de Símbolo dos Apóstolos, desde o primeiro século da Igreja. Existem outros credos, formulados posteriormente (niceno-constantinopolitano, de Santo Atanásio, etc.).

No catecismo estudamos o Símbolos do Apóstolos por ser primordial, deixado pelos próprios Apóstolos como o essencial. Vejamos o seu conteúdo.

“Muitas são as verdades que a religião cristã propõe aos fiéis, com a obrigação de aceitá-Ias numa fé inabalável, quer cada uma delas em particular, quer todas em seu Conjunto. Mas a primeira verdade e a mais essencial, que todos devem acreditar, por ser propriamente a base e o resumo da Revelação, consiste naquilo que o próprio Deus nos ensinou acerca da unidade da essência divina, da distinção das três Pessoas, das operações que lhes são atribuídas de maneira mais particular.”  (Catecismo Rom., Parte I, Cap. I, §4)

Neste parágrafo vemos no que se resume o Credo.

Os Santos Apóstolos tiveram o cuidado de fixar o essencial da nossa fé no seu Símbolo. Deus, a Santíssima Trindade, a unidade e distinção das 3 pessoas divinas e suas operações.

Essa é a primeira Verdade da nossa fé.

“O Símbolo divide-se em três partes, como já diziam os antigos cristãos, quando se punham a explicá-lo com amor e cuidado. A primeira parte trata da Primeira Pessoa da natureza divina, e da prodigiosa obra da Criação. A segunda trata da Segunda Pessoa e do mistério da Redenção dos homens. A terceira afinal descreve, em várias fórmulas adequadas, a Terceira Pessoa, autor e princípio de nossa santificação.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. I, §4).

“As proposições do Símbolo chamam-se “Artigos”, de acordo com uma analogia que nossos Santos Padres usavam com frequência. Na verdade, assim como os membros do corpo se distinguem pelas articulações, assim também podemos chamar Artigos às verdades que nesta profissão de fé temos de crer, distintas e separadas umas das outras.” (Catecismo Rom., Parte I, Cap. I, §4)


Passemos agora aos artigos

(obs.: toda vez que eu postar Perguntas e respostas com uma numeração da pergunta, estou seguindo o Catecismo de São Pio X)

Lá vai


17) Quantos artigos tem o Credo?
O Credo tem doze artigos.

18) Dizei-os.
1) Creio em Deus Padre, todo-poderoso, Criador do céu e da terra.
2) E em Jesus Crista, um só seu Filho, Nosso Senhor.
3) qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem.
4) Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
5) Desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos.
6) Subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Padre todo-poderoso.
7) De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
8) Creio no Espírito Santo.
9) Na Santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos.
10) Na remissão dos pecados.
11) Na ressurreição da carne.
12) Na vida eterna. Amém


Como falei antes, estudaremos cada um desses artigos. Vamos "destrinchar" a doutrina por trás de cada um deles.


19) Que quer dizer a palavra “Credo, eu creio” que dizeis no começo do Símbolo?
A palavra “Credo, eu creio” quer dizer: eu tenho por absolutamente verdadeiro tudo o que nestes doze artigos se contém; e o creio mais firmemente do que se o visse com os meus olhos, porque Deus, que não pode nem enganar-Se nem enganarnos, revelou estas verdades à Santa Igreja Católica, e por meio dEla eis revela também a nós.

20) Que contêm os artigos do Credo?
Os artigos do Credo contêm tudo o que de mais importante devemos crer acerca de Deus, de Jesus Cristo e da Igreja, sua Esposa.

21) É muito útil rezar frequentemente o Credo?
É utilíssimo rezar frequentemente o Credo, para imprimirmos cada vez mais no coração as verdades da Fé.

Finalizando o estudo de hoje, nos deparamos com essa verdade dita no catecismo: É utilíssimo rezar frequentemente o Credo, para imprimirmos cada vez mais no coração as verdades da Fé.

Quando rezamos uma devoção, as verdades contidas naquelas orações nos acompanharão sempre
Exemplos são muitos, como a grande confiança em Nossa Senhora daquele que reza:  “Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido  Vossa proteção, implorado a vossa assistência e reclamado o Vosso socorro, fosse por Vós desamparado. [...]”.

Assim, rezar muitas vezes o Credo nos faz não só conhecer os principais artigos da nossa fé como também nos faz pouco a pouco mergulhar em cada verdade nele contida.

Hoje falamos sobre o Credo, o Símbolo dos Apóstolos. No próximo post falaremos do primeiro artigo: 1) Creio em Deus Padre, todo-poderoso, Criador do céu e da terra.